quarta-feira, 22 de julho de 2009

Apresentações no Municipal surpreendem público





fotos de Sônia Maria Pinheiro

Sucesso nos dois dias de apresentações da peça "Verás que um Filho Teu não Foge à Luta" no Teatro Municipal de São Carlos.
Cerca de 300 pessoas de São Carlos e região estiveram presentes nos dois dias de apresentação do grupo. O público seleto abrigou desde crianças de colo até pessoas de um grupo da terceira idade. Jovens do PROJOVEM (projeto da prefeitura municipal de São Carlos), do PET (Programa de Educação para o Trabalho) do SENAC, além de alunos do Centro de Formação Artística "Anna Ponciano Marques" e frequentadores da Biblioteca Pública Municipal de Ibaté, aplaudiram o espetáculo que já foi prestigiado por milhares de estudantes de São Carlos.
No palco, 14 artistas em cena, entre eles pessoas que nunca haviam pisado no palco de um Teatro Municipal. O elenco contou com a participação de Andrea Drittlhuber, Cícera Martins, Jorge Tonel e Zizi Camargo estreantes no grupo. Andrea é atriz e professora, Cícera é professora, Jorge é alfaiate e palhaço e Zizi é educadora social. A presença de pessoas de diferentes formações é uma marca do grupo nestes dez anos de trajetória.
Além disso, os músicos Alexandre Leal, Igor, Karen Caires, Leonardo Gomes,Luciano Matuck e Pedro Corneta executaram a trilha sonora da peça ao vivo, imprimindo emoção ao espetáculo. O universo imaginário do sertanejo é bastante musical.
A musicalidade está presente na poesia, nos desafios, nos repentes, nos aboios, no canto das lavadeiras, nas ladainhas, etc. A peça, concebida para aproximar todos os públicos das dimensões euclidiana e sertaneja usa o som como fio condutor da história. Há composições de artistas consagrados como Celso Sim e Luiz Gonzaga e composições próprias.
No que se refere às poesias, o texto é composto por recortes inspirados nas poesias de cordel, especialmente do poeta Patativa do Assaré que motivou a criação do personagem do Cantador, desta vez interpretado por David Narcizo.
Herbert Braz encarna Euclides da Cunha proferindo trechos "ipses literes" de "Os Sertões" e o próprio diretor Lefér Guimarães atuou como Antônio Conselheiro. Dinha da Silva interpreta Joana Imaginária que foi esposa de Conselheiro.
Todas as personagens da peça são embasadas em pessoas de carne e osso que existiram e fizeram a história deste País há mais de cem anos.
Não é possível mensurar o alcance da obra de Euclides da Cunha neste centenário de sua morte, mas é fato inquestionável que ecos de suas obras ainda serão ouvidos por muitos anos.

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