quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Grotowski fala sobre teatro


O teatro é a única dentre as artes a possuir o privilégio da 'ritualidade'. De resto, em sentido puramente laico: é um ato coletivo, o espectador tem a possibilidade de co-participar, o espetáculo é uma espécie de ritual coletivo, de sistema de signos.
(...)
Com relação a "o espetáculo, como uma espécie de cerimonial, de sistema de signos".
Começarei com uma comparação de caráter irônico.
O xamã que no dia anterior à caça lança um encanto sobre o urso, para que este se deixe matar e comer impunemente, serve-se de uma seqü~encia fixada de encantos (signos de movimento, palavras e entonações). O ritual é um cerimonial com princípios fixados; no jogo ritual vige um sistema de signos abreviado, definido a priori - e portanto convencional.
Pois bem: o sistema de signos, o alfabeto convencional, o abandonar as ações 'reais', literais, em direção à estrutura artficial, distinguem a teatralidade da vida, conferem à teatralidade o status de arte por meio da composição e da síntese. O teatro burguês em nome da 'verdade da vida'negou essa lei. A conseqüência foi fatal: o teatro frente ao cinema e à televisão (isto é, as artes da 'literalidade')aparece inerme e até -paradoxalmente- derivado.
É preciso retomar às banalidades já que parecem atualmente esquecidas. O termo arte é próximo do termo 'artificialidade'. Artístico é aquilo que é construído, portanto artificial(composição é igual a construção).

texto de Jerzy Grotowski de "O teatro laboratório de Jerzy Grotowski 1959-1969" ed.Perspectiva

De Marco Bala para Chico Mendes e os povos da floresta



Homenagem poética de Marco Bala nos 20 anos do assassinato de Chico Mendes (22/12/2008)Poemas recitados na Semana Euclidiana de São Carlos

JUDAS AHSVERUS OU OS SERINGUEIROS DO ALTO-PURUS

Os seringueiros do Alto-Purus
Vingam-se de seus tristes dias ...
No Sábado de Aleluia !!! ....

Os seringueiros do Alto-Purus
Desforram-se de suas agonias ...
No Sábado de Aleluia !!!

E no rio-estrada lançam-se ...

Missas solenes ...não têm !
Procissões luxuosas ... não têm !
Lavapés tocantes... não têm !
Prédicas comovidas ... não têm !

Os seringueiros do Alto-Purus
Do altar .... a licença recebem
Que é um Sábado feliz !!!

Os seringueiros do Alto Purus
O Judas-Ahsverus ... esculpem
Que é um Sábado feliz !!!

e ... no rio-estrada lançam-se ...

Missas solenes ...não têm !
Procissões luxuosas ... não têm !
Lavapés tocantes... não têm !
Prédicas comovidas ... não têm !

Os seringueiros do Alto-Purus
No macabro de palha ... imolam-se
Que é Sábado da Paixão !!!

Os seringueiros do Alto-Purus
O Ahsverus no espelho ... miram-se
Que é Sábado da Paixão !!!

E .. no rio-estrada lançam-se


O SOLITÁRIO

Verifica-se algumas vezes
Que não é o clima que é mau:
É o homem ..... o homem que é mau !
............................................................
E em grande parte ... assim no Acre se sucedeu
.............................................................
Povoadores para lá seguiram
Sem prévio exame das turmas
Em condições deploráveis de transporte
...............................................................
Aguardava-as ... então ... o trabalho
A mais imperfeita organização
Que o egoísmo humano engenhou
O sertanejo emigrante realiza
Anomalia que nunca é demasiado insistir:
É o homem que trabalha para escravizar-se !
..................................................................
Que Dostoievsky * sombrearia em sua pena
Empresa de Sísifo ** a rolar
Em vez de um bloco ... o seu próprio corpo
Nas voltas constritora de círculo demoníaco
No seu eterno giro de encarcerado
Numa prisão sem muros
Prisão celular na amplitude desafogada da terra !

Dostoievsky (1821-1881). Romancista russo
Sísifo. Figurativamente, a tarefa de Sísifo caracteriza um trabalho penoso e sem fim (op cit. p.766)

DE EUCLIDES A EUCLIDES

Que o Ceará é terra de Antonios !
De Antonio ... ( padroeiro de Quixeramobim )
De Antonio Vicente Mendes Maciel
O Antonio dos Mares -.O Antonio Conselheiro
.................................................................
Que o Ceará é terra de Antonios !
De Antonio Gonçalves da Silva
Que cantou a saga do Peregrino:
Patativa do Assaré ... o apelido dele é
...................................................................
Dos Antonios dos sertões adustos
Esquecidos nos sertões !...
...................................................................
Que o Ceará é terra dos Franciscos !
De Francisco ... (São Francisco do Canindé)
De Francisco Mendes Alves
Da colocação Tracuá do seringal Santa Fé
.................................................................
Dos Franciscos da selva amazônica
Esquecidos nos seringais !...
...................................................................
De Francisco Alves Mendes Filho
( de Iraci Lopes .... filha de seringueiro )
O Chico Mendes ... O Chico Mendes
Que se recusou a Judas Ahsverus !
....................................................................
Pois que o Ceará é terra de Euclides ....
De Euclides Fernando Távora
Como Euclides .... soldado !
Como Euclides .... jogou a espada
Para o campo dos desarmados !
E de Euclides a Euclides ...
E de Euclides veio a cunha
Que despertou a Amazônia
...................................................................
Que Chico Mendes se fez chama..
Que Chico Mendes se fez cor
Que Chico Mendes se fez alma
Do segundo ‘livro vingador’

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Chico Mendes Vive!



Chico Mendes Vive!
22 de dezembro, 18h
em redor da seringueira na Rua Conde do Pinhal, em frente da praça - em São Carlos

Corte da seringueira para retirada do látex
Comemoração dos 9 anos do Teatro Poronga

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Amor volta à bandeira nacional



Durante a gincana cultural realizada pelo Teatro Poronga no Centro da Juventude nesta segunda-feira (15/12/08)em São Carlos, todos os grupos mostraram singular empenho numa das tarefas propostas: compor uma nova bandeira nacional. O grupo "Atitude", colocou de volta a palavra amor na bandeira nacional e tratou de acrescentar a estas as outras duas que julgou importantes.
Augusto Comte resumiu sua doutrina positivista: ''O Amor por princípio, a Ordem por base e o Progresso por fim''.
Diz a lenda que a costureira que bordaria o lema na bandeira republicana achou-o muito extenso e retirou o amor. Não creio que isto seja verdade, até porque creio que uma bordadeira tiraria a ordem ou o progresso sem culpa, mas o amor, não!
Enfim: Paz por princípio, Amor por base e Atitude por fim!

Organização:Fundação Pró-Memória e Teatro Poronga
Realização: Andréia Tuvani,Alexandre, Dinha da Silva, Herbert Braz, Karen Caires, Luciano, Sônia Maria Pinheiro

domingo, 14 de dezembro de 2008

Gerald Thomas a arte e a ciência

…Arte é uma coisa menor. A ciência, hoje em dia, é muito mais artística do que a Arte, só que não é entretenimento. A Cibernética, a Matemática que se estuda de dez anos para cá é uma coisa muito mais artística. Ela é hoje o que o teatro foi para os gregos. Está para nossa civilização como Freud esteve cento e poucos anos atrás. Pela primeira vez a Física está usando termos místicos, falando de “a coisa”. Eles não têm coragem de falar em deus ainda, mas daqui a pouco vão admitir um deus, não por forças místicas, mas porque as equações derramam nisso aí. A Arte hoje em dia é uma arte de declamação e falha, inclusive, nisso, porque é adornada, decorada com artificiozinhos. Pegue qualquer pintura: ela não é a síntese da nossa existência resolvida nem a problemática da nossa existência por resolver.”

(Janeiro de 1988)

Ensaio no Bar do Cícero











fotos por Alexandre


O Cícero é alagoano.Fechou as portas do seu bar por um tempinho para nos assistir e emprestou um pandeiro para nossa apresentação para as crianças do Projeto Anjo da Guarda.
Antes de entrar em cena, nos reunimos pra tomar tubaína e cerveja e conversar sobre o nordeste.
Ele gostou muito da peça, tirou um montão de fotos da gente com o celular, gravou umas partes do ensaio e elogiou o que estávamos fazendo: mostrando a cultura pras crianças.
Depois da apresentação, uma parte do grupo ainda se reuniu lá e o Cícero colocou um DVD sobre cultura Kalapalo pra rodar enquanto a gente cantava samba.
Agradecemos a acolhida.

Gincana Cultural no Centro da Juventude



Teatro Poronga realiza nesta segunda- feira no Centro da Juventude no Cruzeiro do Sul, uma gincana cultural com provas realtivas à obra "Os Sertões" de Euclides da Cunha.
136 adolescentes atendidos pelo PROJOVEM participarão do evento que contará com provas artísticas de modelagem, pintura, teatro, entre outras. Os jovens serão divididos em equipes e passarão a manhã envolvidos nas atividades.
O evento é patrocinado pela prefeitura municipal de São Carlos, organizado pelo Teatro Poronga e pela Fundação Pró-Memória.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Centenário da Imigração Japonesa em São Carlos




por Marco Antonio Leite Brandão

A imigração japonesa ao Brasil tem como marco inicial de referência o ano de 1908 quando 781 “gaijins” desembarcam no Porto de Santos, no navio “Kassatu Maru”, rumo às fazendas de café do interior paulista.

Na ocasião é Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo o são-carlense Carlos José Botelho (1855-1943), primogênito do Conde do Pinhal (1827-1901), um dos pioneiros na ocupação de São Carlos.

No dia 18 de junho comemora-se o “dia da imigração japonesa”.

Os registros a seguir foram compilados de jornais de São Carlos e permitem-nos acompanhar momentos importantes da presença dos japoneses e descendentes e integração na comunidade são-carlense.

1) Constatamos, até o presente, que os primeiros “filhos do Sol Nascente” em São Carlos foram colonos da Fazenda Santa Eudóxia de propriedade do senador Alfredo Ellis Jr e filho Francisco Ellis, em 1915; e na sede do município em meados da década de 20.

Embora a fazenda fosse a maior produtora de café em São Carlos, imigrantes estabeleceram-se para plantação de arroz, projeto pioneiro no campo da agricultura desenvolvido pelo senador.

Registra o “Correio de São Carlos” (n.2.901, 10/09/15):

“(..) Santa Eudóxia. Do correspondente. Tivemos o prazer de assistir, pela primeira vez, a luta japonesa cognominada jiu-jitsu.

O senhor Francisco Ellis promoveu na fazenda Santa Eudóxia, no lugar denominado Lourdes, onde se acha a grande cultura de arroz, no dia 29 p. passado, uma festa esportiva entre japoneses de Lourdes e Canaã, consistindo de lutas, carreiras, oferecendo grande número de prendas aos vencedores (..) no local da festa, onde artisticamente se achavam as barracas de estilo japonês, vimos risonhos e prazenteiros os distinto cavalheiros Francisco Ellis, Dr Berangel, engenheiro agrônomo do arrozal Armando Rios, escrivão da fazenda e grande número de pessoas (..) ”; a 14 de setembro ( n.2.911 ) lê-se:

(...)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A imigração japonesa ao Brasil comemora 100 anos.

Em São Carlos, pelos documentos disponíveis até o presente, há pelo menos 93 anos remonta a presença dos filhos do Sol Nascente. Quase um centenário.

São Carlos, janeiro 2002. Revisto em novembro 2007

Apresentação no salão da igreja São Nicolau



Meu cavalo tá pesado
Meu cavalo quer voar
Meu cavalo tá pesado
Meu cavalo quer voar
Atuar, atuar
Atuar pra poder voar

Voamos.
Apresentação de Verás que um filho teu não foge á luta" para o Projeto Anjo da Guarda, São Carlos

Ficha Técnica:

Andréia Tuvani - cenários, figurinos, contra-regragem, produção, fotos
Alexandre - trilha sonora ao vivo
Nicoly Kilmm - coro
Viviane Correia - coro
Chá - B.boy, contra-regragem
Sonia Pinheiro - coro, Ana
Karen Caires - coro, professora
Luciano - Conselheiro, sargento
Dinha - jagunço,Joana Imaginária,Mano do Mato, produção
Herbert Braz - Euclides da Cunha, Cantador

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Apresentação em 12/12/08

APRESENTAÇÃO GRATUITA DE "VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA" NESTA SEXTA-FEIRA, 12/12/08, ÀS 16H NO CENTRO COMUNITÁRIO DO BOTAFOGO!
O Centro Comunitário do Botafogo fica ao lado da igreja São Nicolau em São Carlos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Cosmococa



Lefér Guimarães em "Cosmococa" de Hélio Oiticica

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Manifesto de Zé Celso Martinez Corrêa - 2005



MANIFESTO POR UM TEATRO DE ESTÁDIO JÁ

Para a realização do sonho possível do Teatro de Estádio a pergunta que transmito ao público brasileiro, à mídia, aos protagonistas atuais da história brasileira é de muita importância, por isso tentarei expor o conteúdo dela, da forma mais clara possível. É uma pergunta em relação à possibilidade de um ser humano exercer seu poder de ação num tempo certo. Decidi escrever este texto para esclarecer a situação, para a resposta ativa desta pergunta se tornar ATO. Quem topar assine e vamos para a ação.

O sonho de um Teatro de Estádio Total Multimídia foi reavivado por Oswald de Andrade em 1943 em seu Manifesto "Do Teatro que é bom" e tornado Manifesto Concreto Arquitetônico e Urbanístico no risco, maquete e estudos de Lina Bardi em 1980 para o entorno do Teatro Oficina que, em 1982, foi Tombado.

Depois de 25 anos de luta por sua realização, que dentre outras contou com a participação ativa da promotoria do meio ambiente, Sílvio Santos, pessoa física, proprietário do atual terreno do estacionamento do Grupo Silvio Santos visitando o Oficina compreendeu a grandeza do Projeto Ecológico de Lina para a cidade e passou ao Grupo Sílvio Santos a missão de torná-lo praticável. Foram contratados arquitetos que trabalharam com Lina para isso: Marcelo Suzuki e Marcelo Ferraz que apresentaram um projeto muito bonito. Mas o Grupo Financeiro Sílvio Santos, dando prioridade para a idéia do Shopping para esta área fez com que o projeto resultasse num abraço muito apertado em torno do teatro, aprisionando-o. Assim, o que seria um Teatro de Estádio transformou-se num teatro de 1000 lugares não relacionado diretamente com a cidade e, pior, desligado do corpo do atual Teatro Oficina, ao contrário do que Lina queria.

A isso somou-se um agravante: o Grupo Sílvio Santos não abdica da gestão do espaço. Segundo seu diretor Eduardo Velucci, somente o grupo, por ter dinheiro, poderá gerir o Espaço.

O projeto de Lina e do Oficina, sempre foi pensado como o de um lugar público, gerido por um Conselho de que a Associação Teatro Oficina Uzyna seria parte juntamente com representantes dos movimentos culturais teatrais brazyleiros e internacionais. Grupos de teatro como "os Parlapatões", "Tapa", "Satyros", "Teatro Poeira", "Latão", "Vertigem", "Companhia Promiscua", "Companhia dos Atores", "Cia. Livre" e muitos outros. Figuras notórias tais como Fernanda Montenegro, Raul Cortez, Dráuzio Varela, Eduardo Suplicy, seriam chamados a compor este conselho, assim como os movimentos culturais do Bairro do Bexiga como a fabulosa Vai Vai e até grupos internacionais de teatro afinados com o Teatro Total, tais como o Volksbhune de Berlim, Alemanha.

Como o Sambódromo, o Estádio de Teatro, um Teatódromo, tem a vocação de dedicar-se também à formação cultural. Quer abrigar uma Universidade Brazyleira de Cultura Antropofágica de Mestiçagem Multimídia e pretende realizar Festivais Nacionais e Internacionais de Teatro Total: "Olimpíadas Dionisíacas".

Seu objetivo maior é o fortalecimento do Teatro como Arte Popular de Misturação de todas as artes e técnicas, inaugurando um período para esta arte tão depreciada, elitizada, assassinada nos últimos tempos entre as quatro paredes de vitrines para a burguesia da terceira idade ver de longe, no palco, seus ídolos de TV.

O Teatro no mundo depois do poder imenso que voltou a ter nos anos 60 foi condenado a voltar ao palco italiano e a cortar seus laços com sua função social arcaica: tocar os Tabus sociais, transformá-los em Totens. Cantar, como o nome "Tragédia" diz em grego, os BODES SOCIAIS.

A atividade teatral em geral tem sido vítima de um certo tipo de racismo mesmo. As dificuldades vitais dos tempos atuais obriga o fazer teatral à uma atitude heróica. Passou a dominar os palcos um clone do teatro, um teatro descartável que tem contribuído ainda mais para o desprestígio desta arte.

O Teatro de Estádio vem como uma "discriminação positiva" contra este racismo e a favor de todo um movimento que vem crescendo, sobretudo em São Paulo, que retoma a ligação do teatro com todas as artes e com a sociedade, principalmente com a excluída, mais criativa do ponto de vista cultural.

Há uma grande luta de um quarto de século da qual Gilberto Gil entre outros artistas da música, do teatro, do cinema, das artes plásticas, participaram. Um show memorável de grandes artistas, no fim de l980 no Ibirapuera, fez com que Silvio Santos voltasse atrás no seu desejo inicial de comprar o prédio do Oficina de seu proprietário à época.

Hoje Gil é nosso maravilhoso Ministro da Cultura. Poucas vezes na história mundial um país teve o privilégio de ter um artista de vida-obra como a deste artista no poder. E pouca vezes se viu um Ministério da Cultura com uma equipe de tal qualidade a agir dentro de uma concepção de cultura-poder com tanto empenho. Óbvio que o "contingenciamento", essa palavra da nova língua da dependência política do Brasil ao pagamento de juros à Engrenagem, tem atrapalhado tudo.

Desde o início da gestão Gilberto Gil o Teatro Oficina enviou ao Iphan um pedido de Tombamento Federal do Teatro Oficina como Manifesto Arquitetônico Urbanístico de Lina Bardi, incluindo a área de entorno qualificada para realizar o Teatro de Estádio. Atualmente ocupa a direção do Iphan o maravilhoso antropólogo Antonio Augusto Arantes que tem tido toda a compreensão da necessidade e da beleza deste
Tombamento, conseqüência de sua sabedoria como cientista-artista e da competência de sua equipe.

Para acontecimentos do porte de um Teatro de Estádio há necessidade de uma luta trans-humana para enfrentar as estruturas burocráticas, financeiras e a própria compreensão do público pela sociedade pois, desde a Grécia antiga, não existe esse poder futebolístico no teatro.

Gilberto Gil tem apoiado muito o Teatro Oficina em toda sua história de 44 anos.

Já lhe pedi por email e pessoalmente na sabatina da Folha de São Paulo que falasse com Sílvio Santos para que tivéssemos um novo encontro, inclusive contando com sua presença e atuação.

As obras do Shopping e deste "Teatro de Estádio" com o qual não estou de acordo tanto na sua forma arquitetônica-urbanística quanto no destino de sua gestão deverão, ao que sabemos, começar em agosto.

O assunto é de extrema urgência.

O Grupo Financeiro Sílvio Santos, evitando contato conosco deve iniciar as obras e submeter o Teatro Oficina a uma possível paralisação se não forem realizadas obras de isolamento acústico para que possamos prosseguir com "Os Sertões" que entra na fase da criação de sua última parte e apresentação das quatro peças da epopéia já realizada.

Mas, pior que isso, é ver a oportunidade de São Paulo dar ao mundo esse Estádio Tropicalista desta cultura brazyleira em que o mundo deposita tanta fé e ter em seu lugar um clone inexpressivo.

Pergunto para a mídia, para o público, para o presidente Lula, para Sílvio Santos, para Pelé, para Fernanda Montenegro, para todos protagonistas e coros brasileiros, na urgência da situação tal como ela se apresenta:

São possíveis ações e manifestações práticas para:

- a aprovação do processo de Tombamento que corre no Iphan desde 2003 e
- a intervenção diplomática de Gil juntamente com os protagonistas mencionados e outros, junto a Sílvio Santos para que aconteça a construção de um real Teatro de Estádio e não de um Shopping cercando um teatro, como a cidade e o mundo já tem vários?

A entrada firme, pública, da Sociedade Brasileira, do Presidente da República, do Ministério da Cultura e do Ministro Gil agora, em cena, é necessária.

Tocou o terceiro sinal, o Ministro Gilberto Gil e os que representam a cultura brazyleira em evolução podem entrar em cena explícita agora nesta questão?

Lina Bardi era grande amiga e admiradora de Gil e vice versa. E essa amizade no caso de pessoas deste porte nasceu do amor pela vida, pelo Brasil e pela beleza.

A situação é esta, cabe à nossa liberdade a ação de tentar transformá-la.

Um dia é este dia.

Presidente Lula, Gilberto Gil, Pelé, Silvio Santos, Fernanda Montenegro, entrem na cena pública com o público brasileiro para esta conquista da grandeza cultural do Teatro Brasileiro no mundo.

José Celso Martinez Corrêa

São Pã. 21 de junho de 2005

Quem estiver disposto a jogar energia nesta ação, assine em baixo, antes da palavra merda, que deve star escrita em letras de forma no final d as assinaturas porque no teatro quando a falamos, calamos a boca e entramos na ação da peça.

M E R D A

Parangolé


Lefér veste parangolé de Hélio Oiticica - 1972

Lefér Guimarães no Jornal do Brasil



Olha a oficina do Lefér aqui no cantinho direito.

Poronga no Sesquicentenário de São Carlos



Nesta ocasião foi apresentada uma esquete da peça "Verás que um filho teu não foge à luta" no auditório da Estação Cultura.

Leia na íntegra a notícia publicada no Portal do Cidadão sobre a participação do Teatro Poronga na Festa de 150 anos de São Carlos.

Ficha Técnica:
Jeferson - Cantador
Dinha - Joana Imaginária
Pedro - gaita
Maria Isabel - flauta doce
Isabel - voz
Ana - timba e voz
Karen -pandeiro e voz