sexta-feira, 10 de abril de 2009

"Teatro Mosaico" SESC- São Carlos /"As Bacantes" - SESC-Araraquara



Imagens captadas e editadas por Joair Brazil. Teatro Poronga 2009.

sábado, 4 de abril de 2009

Dia Mundial do Teatro e Jogo de Cena 1



O Dia Mundial do teatro em São Carlos teve uma semana recheada de programações interessantes.

O SESC São Carlos junto com o ICACESP, Instituto Coltural de Artes Cênicas do Estado de São Paulo promoveu a Semana de Artes Cênicas que contou com participações da velha e da jovem guarda das artes cênicas da cidade e região e um grupo de Santos em espetáculos de rua e nas dependências do SESC culminando com o lançamento do livro "O Teatro Amador no Contexto Cultural de São Carlos" de Névio Dias, importante agitador cultural da cidade.
Além disso, a prefeitura municipal promoveu mais uma edição do projeto Tenda Móvel de Teatro, que leva programação teatral da cidade e da capital para bairros afastados do centro.

O Teatro Poronga também participou deste movimento, registrando em vídeo trechos das apresentações "Mosaico Teatral" dirigida por Dagoberto Rebucci no SESC São Carlos e "As Bacantes" do Teatro Oficina realizada no SESC Araraquara.
Além disso, o Poronga promoveu na Sala Ione Takehara, a primeira edição do Jogo de Cena, um projeto itinerante de teatro e vídeo que propõe a participação de artistas da cidade de São Carlos em intervenções interativas de teatro.

Participaram nesta edição do Jogo de Cena:
Lefér Guimarães - concepção, direção e atuando
David Narciso - atuando
Joair Brazil - gravação e edição de vídeo, seleção de imagens e textos e atuando
Além disto, estiveram presentes nas filmagens o ator sancarlense Herbert Braz,o professor Ben Hur e Ana Paula, o engenheiro José Potti. Os presentes participaram do Jogo de Cena com depoimentos que foram filmados. A ONG Ramudá participou como parceira do evento cedendo espaço da Sala Ione Takehara.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Entrevista na Rádio Ufscar



Entrevista documentada por Joair Brazil na Rádio Ufscar, no programa "Paracatuzum!" de Hélvio Tamoio.

Começando a comemorar o aniversário de 10 anos



Trecho de filmagem em dezembro de 2008, para edição de vídeo documentário sobre os 10 anos do grupo, com a presença de Lefér, diretor do grupo, Roberto Romano da Silva, ator que participou das montagens "O ABC de Chico Mendes", "O Curupira Contra o Dragão da Motosserra", "Pandemia", "Caasíadas", "Ato Médico", entre outras, e Dinha, atriz participante da montagem de "Verás que um filho teu não foge à luta", entre outras.

terça-feira, 10 de março de 2009

Calendário 2009 - Semestre I

Poronga: dez anos em 2009, em cor, em graça, em vida, em força, em luz (já dizia o verso de uma canção bonita!)
Os projetos não param! Estamos buscando parceiros, patrocinadores e apoiadores para alguns deles.

Março

Projeto: Jogo de Cena,“Let´s play that”
Descrição: Trata-se de uma série de ações teatrais revisitando grandes autores, usando também a linguagem do vídeo. Este projeto desdobra-se em 3 edições ao longo do ano.


Jogo de Cena 1 - “Villa, o coração do Brasil”

Ação teatral em homenagem aos 50 anos da morte de Villa Lobos.
Com textos de Nelson Rodrigues, Oswald de Andrade e do próprio Villa Lobos.
Quando: 27 de março
O que buscamos: Local de apresentações, custos de produção, edição e exibição de vídeo.
Em andamento
Local a confirmar

Abril

Projeto: Semana Nacional da Voz “Seja amigo da sua voz”

Descrição: Conferência com Maria Lucia Dragonni (a confirmar)
Uma conversa sobre os cuidados para a saúde da voz dirigida ao público em geral, especialmente pessoas que tem a voz como instrumento de trabalho.
Seqüência do trabalho realizado em 2006 durante a montagem da “Alma que tirou o Corpo Fora”, com o Teatro Poronga e alunos da USP.
O que buscamos: Local para a conferência, divulgação, estadia, transporte e demais custos da conferencista
Em andamento
Data(s) e local(is) a confirmar - Semana Nacional da Voz de 16 a 23 de abril

Projeto: Vídeo - “Rap do Cavalo Alado de Euclides da Cunha sobre o Morro da Favela”
Descrição: Lançamento de vídeo a partir do rap que compõe a montagem infanto –juvenil: “Verás que um filho teu não foge à luta" como parte da celebração municipal dos centenário da morte de Euclides da Cunha.
O que buscamos: Parceria com Movimento Hip Hop da cidade de São Carlos, cobrir custos da produção e lançamento do vídeo
Em andamento
Data e local a confirmar

Maio

Projeto: Jogo de Cena, “Let´s play that”
Descrição: Seqüência do projeto em seu segundo desdobramento

Jogo de Cena 2 - "Bertolt Brecht, sujeito-homem"
Grupo de estudos e leituras de uma parte pouco conhecida da obra do dramaturgo alemão, seus poemas e canções
O que buscamos: Local para reuniões, divulgação, parceria com entidades e/ou movimentos sociais, estudantis, patrocínio e/ou trocas materiais e imateriais
Data: Previsão para Maio
Local a confirmar

Projeto: “Voz de uma pessoa vitoriosa”
Descrição: Performance
Homenagem ao poeta Wally Salomão nos seis anos de sua morte. Exibição de vídeo e performance com base nos livros “Qualé o Parangolé?”e “Me segura que eu vô dá um troço!”
O que buscamos: divulgação, custos de produção
Data: 5 de maio
Local(is) a confirmar

Junho

Projeto: "Euclides e a Amazônia"
Descrição: Tertúlia e grupo de estudos na Semana do Meio Ambiente.Formação de grupo de estudos e leituras de textos dos livros de Euclides: “À margem da história”, “Peru X Bolívia” e “Paraíso Perdido”
O que buscamos: parceiros e interessados
Datas a confirmar
Local a confirmar

segunda-feira, 9 de março de 2009

No centenário da morte de Euclides da Cunha, jornal o Estado de São Paulo, onde Euclides trabalhou como repórter, refaz o trajeto amazônico do escritor de Cantagalo.
Veja matéria completa em:
A coragem de desvendar o Brasil.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Banner dos cem anos sem Euclides

“Teatro Poronga - 10 anos” presta tributo ao centenário da morte de Euclydes da Cunha.
Em 2009, o Teatro Poronga celebra 10 anos de atividade na cidade de São Carlos e, entre outros projetos, promove uma homenagem a Euclides da Cunha no centenário de sua morte.
Este projeto propõe a impressão de 75 cartazes (ou banners) que, em nome do Teatro Poronga e dos parceiros pelos quais procuramos, homenageará Euclides sendo distribuídos para as várias pessoas e instituições do Brasil que ajudaram e ajudam a preservar seu trabalho e sua memória.
O Teatro Poronga iniciou sua seqüência de projetos relacionados a Euclides contracenando com as comemorações no ano de 2001 do centenário da Escola Paulino Carlos, edifício cuja pedra fundamental foi lançada por Euclides no período em que trabalhou na cidade como engenheiro de obras do Estado.“Euclides: Mestre e Escola” foi produzido nesse ano, realizando atividades na escola e um vídeo ao final do trabalho.
Em 2007 foi lançado o vídeo “O Livro Encarnado”, resultado de estudos e relatos coletados desde o início dessa aproximação e em outras ocasiões. Por fim, entre 2007 e 2008, foi montada a peça infanto-juvenil “Verás que um filho teu não foge à luta”, que trata da passagem de Euclides por São Carlos e sua experiência na Guerra de Canudos, relendo em ritmo de cordel e ladainha seu livro-relato “Os Sertões”.
Também desde 2001, São Carlos celebra a obra euclidiana e a passagem de Euclides pelo município, onde residiu com a família de maio a dezembro
de 1901. Foi criada em 2001 pela Lei Municipal, 12.914 de 05/12, a Semana Euclidiana de São Carlos, que, entrando na sua IX edição, vem desde então se
consolidando mais no calendário de eventos culturais do Município.
Paralelamente, os últimos anos vêm sendo marcados por uma sequência de efemérides envolvendo a figura do autor, que encontra o ponto culminante no centenário deste ano. O ano de 1997 lembrou os cem anos do fim da Guerra de Canudos; 2001, da passagem de Euclides por São Carlos; em 2002 foi o centenário do lançamento de "Os Sertões" e agora, um século da morte do escritor. Mais do que uma simples convenção de datas memoráveis, a importância de tal seqüência foca-se na atenção que essas datas motivam e no aprofundamento sobre a obra de Euclides: a parte da história do Brasil em que ela se insere e a qual relata.
Com essa homenagem, entre outras atividades, pretendemos chamar a atenção para a data deste ano não só pelo que ela representa em si – ou seja, um século de trabalhos, estudos, ensaios e homenagens póstumos dedicados a este tão notável autor – mas pelo que ela representa diante da continuidade das questões e reflexões, ainda tão relevantes, apontadas por este que continua a ser até hoje uma referência para artistas, políticos e pensadores brasileiros das mais diversas tendências.

O banner consiste num retrato de Euclides da Cunha formado a partir de um mosaico de imagens relacionadas à sua vida, obra, época, lugares por onde passou e homenagens que lhe foram concedidas. A idéia foi realizada anteriormente na concepção dos cartazes da peça “Verás que um filho teu não foge à luta”, com desenvolvimento e realização da arte gráfica pelo coletivo Terra-a-Terra. Foram impressas, com o apoio da Fundação Pró-Memória e da Associação São Carlos Presente e Futuro, duas cópias em tamanho 1,10x1,80 m: uma para circular nos locais de montagem da peça e outra destinada à Biblioteca Euclides da Cunha, cujo prédio foi recentemente inaugurado na Vila Prado.
Para essa nova versão do trabalho, pretendemos reunir mais fotografias e imagens. Anteriormente já foram utilizadas imagens relacionadas à sua vida pessoal (retratos de Euclides, família, amigos, casas em que viveu, trabalhos de engenharia), da Guerra de Canudos, alguns desenhos do autor, capas de livros, filmes, pintura, escultura,Canudos atual, os Sertões e a Amazônia, além de imagens da preparação e ensaios da peça. Acrescentaremos agora, além de registros da própria peça de teatro e mais imagens das coleções acima, contribuições dos acervos pessoais e institucionais dos homenageados com o banner, que serão convidados a participar da
construção desse mosaico durante sua preparação, no primeiro semestre de 2009.
Assim como a primeira experiência, esse banner também possuirá um “mapa” para a identificação dos grupos de imagens que compõe o mosaico. De modo que o mosaico funciona como um retrato à primeira vista que vai se aprofundando nas narrativas relacionadas
a Euclides na medida em que o observador se aproxima.
No mais, estabelecemos a tiragem do banner em 75 exemplares, sendo 25 em tamanho especial de 100x160 cm – para o caso das Semanas Euclidianas e outros eventos ou lugares de público mais numeroso – e 50 em formato A1 (pôster).

Os homenageados listados até o momento são:
Instituições em São Carlos:
Câmara Municipal
Prefeitura Municipal
Fundação Pró-Memória
Escola Paulino Carlos

Instituições pelo Brasil:
ABL – Academia Brasileira de Letras – (SP)
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (RJ)
ABI –Associação Brasileira de Imprensa – (RJ)
Jornal O Estado de São Paulo - (SP)
Casa Euclidiana de S.J. do Rio Pardo – (SP)
Casa Euclides da Cunha de Cantagalo (RJ)
Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena
Desembargador Arquilau de Castro Melo /Tribunal de Justiça do
Estado do Acre /Universidade Federal do Acre (Ufac)
Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência (ILTC) – (RJ)
Instituto Cultural Oswaldo Galotti, de São José do Rio Pardo (SP)
Biblioteca Euclides da Cunha (Palácio da Cultura Gustavo Capanema(RJ)
Instituto Rio Branco - Ministério das Relações Exteriores (Brasília/DF)
Teatro Oficina (SP)
Município Euclides da Cunha (SP)
Município Euclides da Cunha (BA)
Movimento Popular e Histórico de Canudos – Núcleo de Sergipe

Pôster (tamanho A1):
Prof. Foot Hardman – Unicamp
Noilton Nunes (cineasta, diretor de “A Paz é Dourada”)
Família de Adelino Brandão
Walnice Galvão
Marco Villa
Marco Antonio Leite Brandão
José Pinheiro
Obs.: mais nomes serão acrescentados como homenageados ao longo do desenvolvimento do projeto.

Proposta de Parcerias
No intento de realizar essas homenagens, o Teatro Poronga busca parceiros para produzir e distribuir esses banners em São Carlos e no Brasil, através das diversas instituições e pessoas que tem se destacado pela preservação da memória e do pensamento de Euclides da Cunha. Os apoiadores terão seus nomes e logomarcas
veiculados no banner.


e-mail:
teatroporonga@yahoo.com.br

domingo, 8 de fevereiro de 2009



Este curta foi realizado a partir de imagens de ensaios, oficinas e apresentações da peça "Verás que um filho teu não foge à luta" entre 2006 e 2008. Além disso foram utilizadas fotos de montagens anteriores e do vídeo "Euclides, o Mestre e a Escola", com Adelino Brandão, além de outras imagens de arquivo.
Na trilha sonora, do disco "Brasileirinho" de Maria Betânia, a própria recita um trecho do poema "Pátria Minha" de Vinícius de Moraes. Do disco "Bixiga, Oficina do Samba", uma música de Zé Celso Martinez Corrêa, "Meu cavalo tá pesado". Esta última canção integrou as montagens de "Verás..." executada pelo Teatro Poronga ao vivo.
Esta é uma primeira tentativa de realização de edição de vídeo do Poronga para intenet. Ainda há alguns reparos necessários para com a qualidade técnica que acaba se perdendo quando o vídeo cai na rede.
Caso não consiga visualizar o vídeo aqui no blog visite o link: Teatro Poronga São Carlos no Youtube.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Poronga no Fórum que discutiu a Amazônia


Terminou em 1 de fevereiro, o Fórum Social Mundial 2009, que reuniu centenas de milhares de pessoas de todo o mundo em Belém para discutir ações coletivas geradoras de um novo mundo possível.
O Teatro Poronga representado por dois integrantes (Roberto Romano da Silva e Dinha da Silva) esteve presente no evento colhendo material videográfico e realizando uma intervenção cênica. Roberto e Dinha seguiram caravana saída de São Paulo junto com grupo seleto com pessoas de São Paulo, Rio de Janeiro e Tocantins.
A temática desta edição do Fórum foi bastante abrangente passando por questões como economia solidária, revolução cubana, a questão palestina, legalização da maconha, descriminalização do aborto, reforma agrária, questão indígena, agronegócio, extrativismo na Amazônia, mídias colaborativas, entre tantos outros assuntos.
Destaque-se o relevo da participação de populações indígenas amazônicas e as discussões com/sobre os povos da floresta.
Houve ênfase também para iniciativas de Economia Solidária na UFPA (Universidade Federal do Pará).
O Teatro Poronga, em harmonia com os povos da floresta, realizou intervenção cênica nas ruas de Belém com o personagem Curupira, caboclo forte protetor das matas e das riquezas naturais deste chão.
Este mundo ainda é possível se, observando e cuidando da natureza tal como faz o Curupira, nos empenharmos desde já numa cultura de paz e respeito para com o outro, nós mesmos e nosso meio.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Curupira na abertura do Fórum Social Mundial em Belém


foto por Dinha
Sucesso absoluto na intervenção do Curupira do Teatro Poronga na Marcha pelas ruas de Belém na tarde de ontem.
Apesar de todo improviso com a maquiagem e a peruca, o Curupira fez uma intervenção de sucesso saindo do Museu do Índio, por volta das 15h, correndo pelas ruas, abrigando-se nas árvores da chuva torrencial e seguindo com a marcha ao lado das feministas, da bandeira do arco-íris, da comitiva do Maranhão, entre outros movimentos.
A personagem bastante conhecida entre o povo paraense e do nordeste era reconhecida na rua e foi fotografada por turistas, jornalistas e curiosos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Poronga no Fórum Social Mundial


De 27 de janeiro a 1 de fevereiro acontece mais uma edição do Fórum Social Mundial.
O evento foi concebido em 2001, como uma resposta ao Fórum Econômico Mundial em Davos na Suíça. As primeiras edições aconteceram em Porto Alegre e reuniram autoridades, políticos, líderes comunitários, artistas, partidos, movimentos sociais, anarquistas, redes sociais, educadores, ambientalistas, estudantes, populares... enfim, milhares de pessoas do mundo inteiro interessadas em debater "um outro mundo possível".
Durante o Fórum acontecem palestras, conferências, debates, grupos de trabalho, mostras, feiras, atividades artísticas e fóruns paralelos (fórum da juventude, fórum de mídias independentes, etc).
As últimas edições não foram realizadas no Brasil, mas em 2009 ele retorna ao País com um tema de urgência: Amazônia e estrategicamente realiza-se em Belém, no Pará.
O personagem Curupira, guardião da floresta, estrela das peças "Chico Mendes e o Encantado", "O ABC de Chico Mendes" e "O Curupira contra o Dragão da Moto-Serra", prepara-se para realizar uma performance no Fórum deste ano, marcando os 10 anos de atuação do Teatro Poronga também na discussão de questões ambientais emergenciais.
A performance contará com o ator que originalmente encarnou o Curupira em todas as montagens do grupo, Roberto Romano (Piteco) que este ano participará do Fórum.
Portanto em breve mais notícias a respeito.

Poronga no Orkut

Novidade na rede! Agora o Teatro Poronga tem comunidade no Orkut.
Pois é, já que várias pessoas próximas do grupo fazem parte desta grande rede de relacionamento, foi sugerido que se fundasse uma comunidade. E já está no ar!
Para participar de comunidades no Orkut, é preciso ser membro, daí é possível opinar, interagir, participar dos fóruns, enquetes, eventos e circular a informação!
Aproveitei para colocar lá uma enquete sobre este blog.
Enquanto não se concretiza a comunidade real com todo mundo morando pertinho, vamos nos conectando como é possível.
Viva o Poronga!
Viva Chico Mendes!
Viva o Curupira!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Grotowski fala sobre teatro


O teatro é a única dentre as artes a possuir o privilégio da 'ritualidade'. De resto, em sentido puramente laico: é um ato coletivo, o espectador tem a possibilidade de co-participar, o espetáculo é uma espécie de ritual coletivo, de sistema de signos.
(...)
Com relação a "o espetáculo, como uma espécie de cerimonial, de sistema de signos".
Começarei com uma comparação de caráter irônico.
O xamã que no dia anterior à caça lança um encanto sobre o urso, para que este se deixe matar e comer impunemente, serve-se de uma seqü~encia fixada de encantos (signos de movimento, palavras e entonações). O ritual é um cerimonial com princípios fixados; no jogo ritual vige um sistema de signos abreviado, definido a priori - e portanto convencional.
Pois bem: o sistema de signos, o alfabeto convencional, o abandonar as ações 'reais', literais, em direção à estrutura artficial, distinguem a teatralidade da vida, conferem à teatralidade o status de arte por meio da composição e da síntese. O teatro burguês em nome da 'verdade da vida'negou essa lei. A conseqüência foi fatal: o teatro frente ao cinema e à televisão (isto é, as artes da 'literalidade')aparece inerme e até -paradoxalmente- derivado.
É preciso retomar às banalidades já que parecem atualmente esquecidas. O termo arte é próximo do termo 'artificialidade'. Artístico é aquilo que é construído, portanto artificial(composição é igual a construção).

texto de Jerzy Grotowski de "O teatro laboratório de Jerzy Grotowski 1959-1969" ed.Perspectiva

De Marco Bala para Chico Mendes e os povos da floresta



Homenagem poética de Marco Bala nos 20 anos do assassinato de Chico Mendes (22/12/2008)Poemas recitados na Semana Euclidiana de São Carlos

JUDAS AHSVERUS OU OS SERINGUEIROS DO ALTO-PURUS

Os seringueiros do Alto-Purus
Vingam-se de seus tristes dias ...
No Sábado de Aleluia !!! ....

Os seringueiros do Alto-Purus
Desforram-se de suas agonias ...
No Sábado de Aleluia !!!

E no rio-estrada lançam-se ...

Missas solenes ...não têm !
Procissões luxuosas ... não têm !
Lavapés tocantes... não têm !
Prédicas comovidas ... não têm !

Os seringueiros do Alto-Purus
Do altar .... a licença recebem
Que é um Sábado feliz !!!

Os seringueiros do Alto Purus
O Judas-Ahsverus ... esculpem
Que é um Sábado feliz !!!

e ... no rio-estrada lançam-se ...

Missas solenes ...não têm !
Procissões luxuosas ... não têm !
Lavapés tocantes... não têm !
Prédicas comovidas ... não têm !

Os seringueiros do Alto-Purus
No macabro de palha ... imolam-se
Que é Sábado da Paixão !!!

Os seringueiros do Alto-Purus
O Ahsverus no espelho ... miram-se
Que é Sábado da Paixão !!!

E .. no rio-estrada lançam-se


O SOLITÁRIO

Verifica-se algumas vezes
Que não é o clima que é mau:
É o homem ..... o homem que é mau !
............................................................
E em grande parte ... assim no Acre se sucedeu
.............................................................
Povoadores para lá seguiram
Sem prévio exame das turmas
Em condições deploráveis de transporte
...............................................................
Aguardava-as ... então ... o trabalho
A mais imperfeita organização
Que o egoísmo humano engenhou
O sertanejo emigrante realiza
Anomalia que nunca é demasiado insistir:
É o homem que trabalha para escravizar-se !
..................................................................
Que Dostoievsky * sombrearia em sua pena
Empresa de Sísifo ** a rolar
Em vez de um bloco ... o seu próprio corpo
Nas voltas constritora de círculo demoníaco
No seu eterno giro de encarcerado
Numa prisão sem muros
Prisão celular na amplitude desafogada da terra !

Dostoievsky (1821-1881). Romancista russo
Sísifo. Figurativamente, a tarefa de Sísifo caracteriza um trabalho penoso e sem fim (op cit. p.766)

DE EUCLIDES A EUCLIDES

Que o Ceará é terra de Antonios !
De Antonio ... ( padroeiro de Quixeramobim )
De Antonio Vicente Mendes Maciel
O Antonio dos Mares -.O Antonio Conselheiro
.................................................................
Que o Ceará é terra de Antonios !
De Antonio Gonçalves da Silva
Que cantou a saga do Peregrino:
Patativa do Assaré ... o apelido dele é
...................................................................
Dos Antonios dos sertões adustos
Esquecidos nos sertões !...
...................................................................
Que o Ceará é terra dos Franciscos !
De Francisco ... (São Francisco do Canindé)
De Francisco Mendes Alves
Da colocação Tracuá do seringal Santa Fé
.................................................................
Dos Franciscos da selva amazônica
Esquecidos nos seringais !...
...................................................................
De Francisco Alves Mendes Filho
( de Iraci Lopes .... filha de seringueiro )
O Chico Mendes ... O Chico Mendes
Que se recusou a Judas Ahsverus !
....................................................................
Pois que o Ceará é terra de Euclides ....
De Euclides Fernando Távora
Como Euclides .... soldado !
Como Euclides .... jogou a espada
Para o campo dos desarmados !
E de Euclides a Euclides ...
E de Euclides veio a cunha
Que despertou a Amazônia
...................................................................
Que Chico Mendes se fez chama..
Que Chico Mendes se fez cor
Que Chico Mendes se fez alma
Do segundo ‘livro vingador’

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Chico Mendes Vive!



Chico Mendes Vive!
22 de dezembro, 18h
em redor da seringueira na Rua Conde do Pinhal, em frente da praça - em São Carlos

Corte da seringueira para retirada do látex
Comemoração dos 9 anos do Teatro Poronga